terça-feira, 15 de agosto de 2017

100 anos de filmes rodados na Madeira (1)


"100 Anos de filmes rodados na Madeira" é uma mostra de 8 das melhores obras cinematográficas de ficção filmadas no arquipélago de entre as mais de 50 películas realizadas desde 1912. Para além do valor óbvio dos filmes apresentados, alguns deles de grandes mestres do cinema mundial como Leo MacCarey, Raul Ruiz, Barbet Schroeder ou John Huston, esta mostra pretende anunciar a importância da Madeira como “location” para produção audiovisual.

Não só pela beleza das suas paisagens (ver por exemplo o plano fantástico da Serra d’Água em “O prisioneiro de Corbal” ou a perseguição automóvel nas estradas antigas do Seixal em “Os Batoteiros”) mas também pela facilidade de encontrar lugares tão diferentes numa ilha tão pequena, reduzindo assim os custos de produção.

Cena de "O prisoneiro de Corbal"
Mas tudo começou em 1911 com a rodagem da película "Madeira", distribuída pela firma francesa Eclipse e pelo britânico George Klein. Esta película, filmada em 35 mm, e com apenas 90 segundos de duração, nunca foi exibida na Madeira.

Em fevereiro de 1923 foi exibido um filme documental no “Teatro Real” na Laguna, ilha de Tenerife nas Canárias, realizado por José González Rivero, aquando da sua estada na Madeira no mês anterior.

"Un Giorno a Madera" (1924)


Em 1924 foi rodado na Ilha da Madeira o filme de ficção "Um dia na Madeira" ("Un Giorno a Madera") do realizador italiano Mário Gargiulo, com Livio Pavanelli e Tina Xeo nos principais papéis.

Este filme mudo era uma adaptação do livro "Un Giorno a Madeira, una pagina Dell’Igiene Dell’ Amore" lançado por Paolo Mantegazza em 1876. Traduzido ainda em vida do autor nas principais línguas europeias, este curioso livro consagrou a Madeira no imaginário italiano e europeu de fins de Oitocentos, como a isola dei fiori e dell’amore.


Sinopse

"Emma, personagem dotada de uma espiritualidade e de uma nobreza de carácter dignas das maiores heroínas românticas, procura na Madeira o último reduto de esperança para a cura da doença, ao passo que o seu apaixonado William se vê condenado a expiar na determinação da sua índole britânica a dor da perda da amada, pondo também ele à prova o seu carácter, principal protagonista afinal deste romance".


A produção estrangeira na Madeira intensificou-se a partir da década de 30, com filmes de ficção como: "Porque Mentes, Menina Kate?" (com realização de Georg Jacoby, 1935); "Die Finanzen des Großherzogs" ("As Finanças do Grão-duque" (Gustaf Gründgens, 1934) remake do filme homónimo de Murnau; "O prisioneiro de Corbal" (filme de Karl Grüne de 1935-36); "Les Mutinés de L’ Elseneur" (filme de Pierre Chenal de 1936 com base na obra de Jack London); e "Love Affair" ("Ele e Ela" de Leo McCarey, de 1939).


No campo do documentário é de destacar: "Madeira: A Garden in the Sea" (1931); "Cruising the Mediterranean" (André de la Varre, 1933); "Madeira: Jardim do Oceano" (Dawley, 1933); "From London to Madeira" (de Karl Gr, 1935); "Escala na Madeira" (René Ginet, 1935); e "Madeira: Isle of Romance" (1938).

"Warum lügt Fräulein Käthe?” (1935)


Entre 12 e 20 de novembro de 1934 esteve na Madeira uma equipa cinematográfica alemã da Majestic-Film GmbH, liderada pelo produtor Helmut Eweler e pelo realizador Geog Jacoby,  onde filmaram parte de um filme que estreou nas salas alemãs a 29 de janeiro de 1935, chamado “Porque Mentes, Menina Kate?” no original “Warum lügt Fräulein Käthe?”.

Na ilha da Madeira filmaram, a 15 de novembro, uma série de danças folclóricas madeirenses no “Reid’s Palace Hotel”, “executados pelo grupo de senhoras e cavalheiros, da nossa sociedade elegante”, como dizia o “Diário de Noticias do Funchal” de 16 de novembro de 1934, tendo nos outros dias filmado algumas ruas da cidade do Funchal e cenas do quotidiano madeirense.

"Marriage of Corbal" (1936)

A 10 de dezembro de 1935 chegara ao Funchal a Capitol Film Corporation, uma empresa inglesa, juntamente com mais de 20 pessoas, entre técnicos e actores para a rodagem do filme “The Marriage of Corbal” (ou "The Marriage of Corbal"), realizado por Karl Grune, com argumento de S. Fullman, com base na obra de Rafael Sabatini, ambientado no período da Revolução Francesa.

Parcialmente rodado no Vale da Ribeira Brava, as filmagens terminaram a 26 de dezembro, tendo também empregado cerca de 200 figurantes madeirenses. Com este filme também foi realizado um documentário “From London to Madeira”, onde se retratava as peripécias da viagem da equipa até à Madeira e os bastidores da filmagem na ilha.

"Love Affair" (1939)


"Love Affair", um dos mais importantes filmes românticos do final dos anos 30, foi parcialmente rodado na Madeira, onde vivia a avó do protagonista, o que terá sido motivado pela fama do porto do Funchal na altura dos grandes cruzeiros transatlânticos, com filmagens no Funchal e numa casa de Santa Luzia.



Sinopse

O pintor francês Michel Marnet (Charles Boyer) conhece a cantora americana Terry McKay (Irene Dunne) a bordo de um navio que cruza o Oceano Atlântico.

Michel e Ambos estão comprometidos, mas, no entanto, apaixonam-se. Durante uma paragem na Ilha da Madeira (Porto Santo), visitam a avó de Michel, Janou (Maria Ouspenskaya), que "aprova" Terry. O casal marca um encontro no Empire State Building para daí a 6 meses, mas nem tudo corre como desejado.



O título do filme na Áustria refere-se explicitamente a essa paragem no nosso arquipélago: "Ein Spitzentuch von Madeira".


Na década de 50 é de destacar: "Madeira Story", da responsabilidade de uma equipa inglesa, com o apoio de artistas e autoridades madeirenses, estreou-se em Londres; "Moby Dick" (filme de John Huston de 1956), "Sylviane de mes nuits" (Marcel Blistène, 1957), uma série de documentários de Jacques Cousteau e "Windjammer: The Voyage of the Christian Radich" (de Bill Colleran e Louis De Rochemont III, 1958).

"Moby Dick" (1956)


"Moby Dick" é um filme britânico realizado pelo norte-americano John Huston em 1956. O filme começou a ser filmado no País de Gales mas partes do filme foram rodadas no mar em frente ao Caniçal com acção real de caça à baleia, feita por baleeiros da Ilha da Madeira. O filme baseava-se na obra homónima de Herman Melville que curiosamente tinha mais ligação aos Açores do que à Madeira.

Nos créditos iniciais do filme é feito o agradecimento aos "Baleeiros da Madeira pela grande ajuda que deram" ("Whalermen of Madeira for the great help they gave").


Jacques Yves Cousteau

Entre 15 e 20 de agosto de 1956 esteve na Madeira uma missão cientifica francesa, a bordo do navio “Calypso” e chefiada pelo famoso explorador submarino Jacques-Yves Cousteau (1910-1997), tendo nesta estadia aproveitado para fazer cinco filmes, dois dos quais da pesca do peixe espada preta (Aphanopus carbo).

"Sylviane de mês nuits" (1957)

A 7 de novembro de 1956 começam as filmagens na Madeira do filme francês, produzido pela Isis Films, “Sylviane de mes nuits”, escrito e realizado por Marcel Blisténe e protagonizado por Giselle Pascal e Franck Villard, tendo as filmagens terminado a 18 de novembro.


“Windjammer: The Voyage of the Christian Radich” (1958)

Chega à Madeira a 27 de dezembro de 1956 o cineasta norte-americano Louis Rouchemont, com uma equipa de operadores cinematográficos para filmar diversos panoramas da Madeira para um documentário, em “Cinemiracle”, que esteva a realizar usando o navio-escola norueguês “Christian Radich”, a que se dará o titulo de “Windjammer: The Voyage of the Christian Radich”, estreado a 25 de abril de 1958.


Fontes/Mais informações: Ana Paula Almeida (Aprender a Madeira e Tese) / Museu Vicentes / Ciclo de cinema / Folha de Sala (1) /  Ando a ler isto, Dejalu4ds e Fnac ("Un Giorno a Madeira")

Videos: "Warum lügt Fräulein Käthe?" / "Prisoner of Corbal" / "Love Affair" / "Moby Dick" (1)(2) / "Winjammer ..."

sábado, 15 de julho de 2017

Actores e técnicos portugueses na mini-série "O Conde de Monte-Cristo" (1979)


"O Conde de Monte-Cristo" é uma mini-série franco-italo-alemã em quatro episódios de 90 minutos, adaptada da obra de Alexandre Dumas, com Jacques Weber no papel de Edmond Dantes, sob direcção de Denys de La Patellière e difundida entre 29 de Dezembro de 1979 e 19 de Janeiro de 1980 no canal francês  FR3.

A RTP participou com mais de 60 técnicos, além de numerosos actores em papéis de destaque e cerca de 1600 figurantes.


O papel da RTP foi também determinante na produção: as filmagens, que decorreram entre março e junho de 1979, foram realizadas em Portugal, devido à beleza dos décors naturais que o nosso país possuía, assim como ao “cansaço do público francês em ver sempre os mesmos cenários, geralmente utilizados neste género de filmes”, segundo explicação do realizador, Denys de la Patellière.

"Encontrámos em Portugal décors soberbos que não são conhecidos dos franceses. Convinham perfeitamente ao estilo do filme, que deveria ter também interiores diferentes dos parisienses clássicos. Todos os interiores de grande classe são parecidos uns com os outros em Paris: móveis estilo Luís XV ou Luís XVI, todos iguais.

Actores portugueses:

Paulo Renato e Diogo Dória
O realizador mostrou-se interessado em utilizar actores desconhecidos em França, por ser agradável filmar rostos diferentes. As vozes dos artistas portugueses foram dobradas.

Carlos de Carvalho (no papel de Franz d'Epinay), Diogo Dória (Maximillien Morrel), Carlos César (Martuccio), Luís Santos (pai de Dantes) e Paulo Renato (Morel) foram alguns dos actores em maior destaque.

É igualmente de realçar a participação de muitos outros, tais como Suzana Borges (mulher no baile), Manuel Cavaco (guarda prisional), Luís Cerqueira (aio), Isabel de Castro (esposa de Gaspard), Alexandre de Sousa (Polícia), Baptista Fernandes (Juíz), Morais e Castro (empregado do Hotel), Leonor Pinhão (Eugénie Danglars), Curado Ribeiro (Marquês de Bagville), Artur Semedo (Marquês Cavalcant), Elsa Wallencamp e Sinde Filipe.

Os cantores Vitorino Salomé e Sérgio Godinho
Sérgio Godinho aparece no papel de bandido italiano juntamente com o Vitorino Salomé, chefe do bando.

Locais de rodagem:


Os locais escolhidos para as filmagens incluíram: Porto de Peniche, Convento de Mafra, Grutas de Mira de Aire, Loures, Óbidos, Algarve, Forte de São João Baptista (Berlengas), Quinta das Torres (Azeitão), Sanatório Grandella (Montachique), Quinta da Penha Verde (Sintra), Palácio de Seteais (Sintra), Castelo de Sesimbra, Palácio de Queluz, Palácio dos Marqueses de Fronteira (Lisboa),  Palácio Palmela, Casa do Duque de Palmela, Teatro de S. Carlos, Teatro Nacional D. Maria II, Hotel Avenida Palace, Palacetes particulares, ...

Peniche viu o seu porto transformar-se no porto da cidade francesa de Marselha no século XIX. O seu cais foi “inundado” com os típicos lampiões do fim do século passado.


Mafra “virou” Roma de 1838: um grandioso carnaval ao estilo da época desfilou pela rua fronteiriça ao convento de Mafra, totalmente transformada numa artéria de Roma.

E as fachadas dos prédios foram totalmente transformadas, reproduzindo fielmente a arquitectura daquele tempo.


Na impossibilidade de ser utilizado o grande estúdio da Tobis, a produção resolveu transformar uma garagem, para os lados de Caneças, num estúdio improvisado onde instalou o Castelo de If. Em menos de dois dias, montou-se todo um conjunto de estruturas que proporcionaram o ambiente necessário a uma prisão da época. E não faltaram os subterrâneos e os corredores para uma fuga.

Denys de La Patellière durante a rodagem em Portugal

Queixas

Independentemente do sucesso junto do público, e depois de uma forte propaganda feita pela circunstância de se tratar de uma realização com maioria de mão-de-obra nacional, a série trouxe algumas dores de cabeça aos nossos profissionais que nela participaram.

Contra todas as regras deontológicas, os genéricos omitiam quase por completo o trabalho dos portugueses, sendo apenas referidos – e em situação de subalternidade – três dos mais de sessenta especialistas em tarefas diversas.


Apenas apareciam no genérico os nomes de Manuel Costa e Silva, responsável português pela produção; António Escudeiro, director de fotografia, relegado para terceiro lugar, depois de técnicos de imagem que não estiveram sequer em Portugal, onde se rodaram mais de 90% das cenas; e o segundo assistente de realização, José Torres. Esquecidos ainda pela produção francesa foram muitos dos actores, também a rondar as várias dezenas.

Também os locais onde decorreram as filmagens não foram mencionados, com excepção do Palácio de Queluz. Teria havido, inclusive, acordos relativamente a algumas das localizações, como por exemplo as grutas de Mira de Aire, que condicionavam a cedência das mesmas a uma menção no genérico.


Abade Faria

O Abade Faria, que ajuda Edmond Dantés a escapar do castelo de If e lhe revela a localização do seu tesouro na ilha de Monte-Cristo, é inspirado num padre  e cientista luso-goês que se destacou como um dos primeiros estudiosos da hipnose, mas na obra de Alexandre Dumes é um padre italiano condenado por crimes com implicações políticas.

Fontes/Mais informações: Brinca Brincando (fonte principal) / Imdb / wikipedia / DVD mania  

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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Série "Mata Hari" rodada em Portugal (2016)

Quinta da Regaleira (Sintra)
Rutger Hauer, Cristopher Lambert e Gerard Depardieu (num pequeno papel) são os nomes internacionais mais sonantes de uma mini-série sobre a vida da espia holandesa. Para o papel principal foi escolhida a actriz francesa Vahina Giocante, conhecida pelo seu desempenho em "99 Francs" e "Entre as Pernas de Lila".

A eles juntam-se os portugueses Nuno Lopes (no papel de Maximilian Ridoh, o único actor português creditado nos 12 episódios da série), Alcides Estrela (Cyrus), Carloto Cota (Rastignac), Rogério Samora (Mr. Patterson), Paulo Pires (Edmond), Margarida Marinho (Lucienne Astruc), Sara Mestre (a menina Jeanne-Louise), Soraia Chaves (Madame Pauline), Leonor Silveira (Tia MacLeod),entre muitos outros. No total, são 180 os actores nacionais no elenco de Mata Hari, a mini-série co-produzida entre a portuguesa Filmes do Tejo e a russa Star Media.

Alcides Estrela à direita

Margarida Marinho à esquerda
Dennis Berry, realizador norte-americano radicado em França e responsável por séries de televisão de sucesso como Os Imortais e Stargate SG-1, tem a seu cargo a direcção da trama centrada na vida da espia alemã. "Sempre quis apresentar uma história mais lírica sobre os últimos 15 anos de Mata Hari e causar fortes emoções. Além disso, quero também mostrar como foi aquele momento incrível e bizarro que o mundo conhece como belle époque", disse Berry à Associação Russa de Produtores de Cinema e Televisão (ARPCA).

Além de Lisboa e arredores, passará ainda pelo Porto, Talasnal (Lousã), Palace Hotel do Bussaco e pelo Parque Natural da Peneda-Gerês. "A rodagem em Portugal terá a duração de três meses e meio, terminando em meados de janeiro", confirmou ainda ao nosso jornal Maria João Mayer, directora-geral da Filmes do Tejo, acrescentando que "só as duas últimas semanas de gravações é que serão em São Petersburgo".


O produtor executivo da Star Media, Vlad Ryashin, explicou à ARPCA que "a escolha para as filmagens recaiu em Portugal porque a arquitectura europeia dos finais do século XIX e início do século XX [época em que se situa a acção] estão muito presentes no país": "Basta-nos acrescentar alguns elementos de decoração nos interiores e recriar alguns cenários exteriores."

Fontes: DN / Alma Lusa / Fantastictvsite

Outras Imagens: 28 café



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Actores portugueses em séries internacionais


São vários os actores portugueses que têm sido escolhidos para integrar elencos de séries internacionais, em especial nos Estados Unidos da América. Actores como Pêpê Rapazote, Albano Jerónimo ou Ivo Canelas juntam-se a nomes como Joaquim de Almeida e Daniela Ruah (que são os novos embaixadores da TAP) ou Diogo Morgado (que fez uma pausa no sonho americano em 2017).

Albano Jerónimo (2017)

 

"Vikings", co-produção irlandesa e canadiana, conta com um português na quinta temporada, estreada no início de 2017 nos Estados Unidos. Albano Jerónimo já gravou os três episódios da série histórica, protagonizada por Travis Fimmel.

O actor português de 37 anos conseguiu o papel através do programa Passaporte, promovido pela Academia Portuguesa de Cinema, com o principal objectivo de internacionalizar os actores portugueses.


Ana Cristina Oliveira (2000, 2002, 2006)


A modelo e actriz participou, em 2010, nas séries "Wonderland, como Aurora no episódio piloto, e "Felicity" como "Brigette Pastercheck" no episódio: "The Christening".

Participou igualmente no filme para televisão "R.U.S./H." em 2012 e, posteriormente, em 2006, em CSI Miami como Rita Davis.
  
Anna Carvalho (2017)


Escolheu este nome artístico por ser mais próximo da grafia inglesa. Anna Carvalho chegou há cerca de dois anos, quando concorreu a uma escola e ganhou uma bolsa para o TVI Actors Studio. Chegou em julho, completou os estudos e meteu-se logo em vários projectos: uma peça de teatro no TriStage em La Brea, um videoclip, um documentário sobre actores e cinco curtas.

 "Este é o sítio certo para as coisas acontecerem. Há imensos castings, embora algumas coisas não sejam tão perfeitas como as pessoas pensam em Portugal. As coisas são mais parecidas com a Europa do que nós pensamos".

A pressão é mais forte, mas o mercado é gigante. "Há mais papéis disponíveis aqui, em Portugal a indústria não está aberta para toda a gente", lamenta. Uma das vantagens de ser portuguesa e ter experiência internacional (no Reino Unido e Itália) é que pode representar noutras línguas, como italiano e espanhol.


"Se correr bem, fico cá. Mas acho que um actor não pode decidir “agora fico aqui”. Um actor pertence ao mundo". Anna referiu na sua página pessoal, no dia 01-04-2017, que estava a gravar uma série de ficção científica (mas que não podia revelar detalhes) e que tinha sido também convidada para a 2ª época de uma outra série.

A actriz portuguesa interpretou Claire Wilson na série documental “Corrupt Crimes” e tem um pequeno papel na serie “Mysterires of the Unexplained”, bem como participa em "LA Metro" uma série de curtas metragens.

Beatriz Batarda (2001-2004)



Beatriz Batarda nasceu em Londres, mas cresceu em Lisboa. Posteriormente regressou a Londres para estudar na prestigiada Guildhall School of Music and Drama, onde se distinguiu como a melhor aluna do curso.

"Não me agradava a ideia de ficar em Inglaterra a fazer papéis completamente secundários ou irrelevantes, sempre de estrangeira. Um americano não toparia, você não toparia, mas um inglês topa que não sou inglesa. Tenho a sorte de poder fazer várias nacionalidades, o meu sotaque não é definível. Isso permite-me fazer de francesa, espanhola, brasileira, italiana, russa, sérvia, portuguesa… ".

Participou em episódios das séries "Relic Hunter" e "My Family", na mini-série "Amnesia" e em duas temporadas da série "Forsyte Saga", interpretando Anna Forsyte (nascida Anna LaMotte) em seis episódios. "Aquilo foi uma experiência, uma espreitadela num mundo a que não pertenço. Posso fazer parte, posso entrar e sair, mas não sou daquele grupo".

Participara igualmente, em 1997, num anúncio da Coca-Cola Light, contracenando com Julian Ovenden.


"A gente tem mesmo de pagar a conta... E é puxada. Estou saturada da desumanidade dos preços em Londres. Raramente faço audições para anúncios. Fico sempre com a auto-estima muito por baixo... As pessoas que estão sentadas para fazer os anúncios são modelos, lindas de morrer, com uns olhos rasgados, 1,90m. Fiquei confiante quando soube que era para a Coca Cola. É uma história contada em 30 segundos, bem filmada e bem iluminada".

Benedita Pereira (2017)


Sem qualquer aviso prévio, Benedita Pereira surpreendeu os fãs portugueses ao aparecer num episódio de "Blacklist", série norte-americana de grande sucesso, exibida no canal NBC .

É no episódio 19 da quarta temporada, intitulado Dr. Bogdan Krilov, que a actriz portuguesa dá os ares de sua graça como francesa. É apenas uma pequena participação com algumas deixas mas Benedita Pereira contracena com James Spader, actor que interpreta Raymond Reddington, o protagonista da trama.
 

Daniela Ruah (2009-2017)


Daniela Ruah é uma das personagens principais da série "NCIS-LA" ("Investigação Criminal - Los Angeles") desde o seu início (foi renovada para uma 9ª temporada). São 24 episódios por temporada, o que a tornou bastante popular, mas  não tem feito muito mais coisas.

Dinarte Freitas (2013, 2015-2017)


Dinarte de Freitas, de 37 anos, nasceu na Madeira e chegou aos EUA em 2002 para se formar na escola de actores Lee Strasberg Theatre & Film Institute.

Desde essa altura, tem alternado entre Portugal e os Estados Unidos, tendo pequenas participações em séries americanas como “Zero Hour”, “Team Toon”, “No Actor Parking”, "Steve the Inten", "Sweedish Dicks" e “Still The King”.

Diogo Morgado (2013-2016)


Foi Jesus em 2013 na série de televisão "A Bíblia" que bateu recordes de audiência nos Estados Unidos. Pôs o público norte-americano a falar dele, foi recebido por Oprah e ganhou a alcunha de "hot Jesus".

Da montagem televisiva saiu um filme, "O Filho de Deus", estreado em 2014, sem grandes resultados nas bilheteiras. Seguiram-se papéis importantes em filmes de indústria feitos para vídeo ou TV, como "Born to Race - Fast Track" (2014), "Red Butterfly" (2015) e "Valentine" (2016), todos com nome e rosto em grande no cartaz.

Mas, para além do papel de Jesus, o maior destaque terá sido a participação em dois episódios da série "CSI: Cyber" (2016), no papel do Agente Miguel Vega,  e na mini-série "The Messengers" (2015).


Nomeado para os Imagen Foundation Awards por "Son of God" em 2014 e "The Messengers" em 2015, Diogo Morgado tem vivido entre Portugal e os Estados Unidos. É por cá que tem trabalho regular, mas é por lá que o actor tem apostado a sua carreira [antes de regressar para protagonizar a novela "Ouro Verde" no início de 2017].

Não é o sonho de Hollywood que o desafia, antes a vontade de se pôr à prova, de experimentar coisas novas e de aprender sempre mais. Se é por lá que isso acontece, é por lá que ele fica.



Evelina Pereira (2013-2014)


A antiga modelo tentou uma carreira em Hollywood, tendo participando em diversos filmes (como "Friends with benefits", em que contracenou com Justin Timberlake, "Ocean's Eleven" e "Rush Hour3")  e em séries de renome como "Nip Tuck" (no papel de musa) e "Entourage" (Bianca).

Filipe Valle Costa (2010-2017)


Pouco conhecido em Portugal, Filipe Valle Costa tem 29 anos e é natural de Cascais. Foi para Nova Iorque atrás do sonho da representação. Ali criou a Saudade, a primeira companhia de teatro portuguesa da cidade.

Em 2010 foi um dos protagonistas da série "That's What She Said" e teve um papel de destaque na mini-série Bro-ing pains" em 2012.


Mas só recentemente, após pequenas participações em séries como "Blue Bloods" e "Gotham", é que teve a  oportunidade de ter um papel com grande destaque na série "Snowfall", na qual interpreta "Pedro Navas", o herdeiro de uma família mexicana criminosa que vende droga em Los Angeles.

Ivo Canelas (2017)


Ivo Canelas tem uma pequena participação como Barão Rojas na segunda temporada de ‘Into the Badlands’ (rodada na Irlanda), uma série de aventura e artes marciais ambientada numa época feudal, em que o mundo está dividido por territórios geridos por barões.

Concluídas estão, também, as gravações de ‘Emerald City’, uma produção da NBC, protagonizada por Vincent D’Onofrio. "É uma série de fantasia baseada no universo do Feiticeiro de Oz e realizada por Tarsem Singh (‘A Cela’)", adiantou o actor, que interpreta Javier.

Joaquim de Almeida (1985-2017)


Joaquim de Almeida continua a ser o actor português com maior projecção nos Estados Unidos. Começou na televisão norte-americana na série "Miami Vice" em 1985.

Actualmente é Don Epifanio Vargas, líder de um cartel mexicano, na excelente série "A Rainha do Sul", exibida na Fox Life.


 Joana Metrass (2015)


A série "Era Uma Vez", do canal norte-americano ABC , é um conto de fadas moderno que adapta personagens de contos infantis. Na quinta temporada, a história viaja até ao reino de Camelot, sede da corte do rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda.

"Guinevere", interpretada por Joana Metrass, é uma rainha teimosa, mulher do rei Artur, que se apaixona por Lancelot, o cavaleiro de maior confiança do marido. Mas Joana Metrass não é a primeira participação portuguesa nesta série norte-americana, já que o actor Joaquim de Almeida entrou num episódio da segunda temporada, no papel de rei Xavier.

Kika Magalhães (2013, ...)


Tentou fazer carreira em Portugal, mas as portas pouco se lhe abriram. Chegou a fazer figuração na série juvenil "Morangos com Açúcar", mas não lhe deram o devido valor.

Kika Magalhães rumou então aos Estados Unidos da América, onde está a brilhar no cinema independente, tendo estado em destaque no festival de Sundance de 2016 pela sua interpretação de uma luso-descendente em "The Eyes of my mother".

Um dos seus primeiros trabalhos foi a participação na série "The Psychotics", no papel de Zarra. 

Leonor Seixas (2012, 2015)


Leonor partiu para Nova Iorque em 1998 para estudar no Lee Strasberg Theatre Institute. Em 2012 mudou-se para West Hollywood onde está a tentar entrar no mercado americano. Faz audições, castings e já é representada por uma das mais prestigiadas agências de actores. Sabia que era difícil, mas não sabia que era tão difícil.

Teve algumas pequenas participações televisivas, nomeadamente como uma mulher histérica, em "The Swamp", como Consuela, personagem de uma telenovela integrada na série "The Challenger", e uma participação não creditada na série "Luck" da HBO.

O objectivo da actriz  é voltar a tentar a sua sorte na televisão norte-americana. “Quero mesmo ir uma temporada para os Estados Unidos, sem ser apenas um fim de semana ou uma semana, como tem sido nos últimos dois anos. Há uma época importante de ‘castings’ para as séries que se vão estrear em setembro e eu quero muito ver se consigo passar”, realçou Leonor.

Pêpê Rapazote (2013-2014, 2017)


Pêpê Rapazote foi o escolhido para interpretar Nando, um barão da droga brasileiro, na série norte-americana "Shameless" ("No limite") que conta a história de uma família disfuncional da classe operária de Chicago.

 "Tenho um agente em Espanha e outro nos Estados Unidos. Há cinco semanas veio, finalmente, o meu visto de trabalho, há três fiz o primeiro casting e fiquei logo".

Em 2014 foi o protagonista de "Signs", um filme para TV de origem canadiana. Mas teve que esperar vários anos para um novo desafio em Hollywood, o que se concretizou com a participação na 3ª temporada da série Narcos" do Netflix" interpretando Chepe Santacruz Londono, um dos quatros líderes do Cartel colombiano de Cali.


Sara Sampaio (2017)


A modelo portuguesa tem uma pequena participação (cameo) na série "Billions" da Showtime como Prianca, a acompanhante de Mike 'Wags' Wagner, director da Axe Capital, interpretado pelo actor David Constabile.

Fontes: Imdb / Alma lusa / JN (AJ) / Portugueses em Hollywood em Notícias Magazine (AC) / Anabela Mota Ribeiro para a revista Elle (BB) /  Impala (BP) /  Bom dia , Fiesta e Ad forum (DF) / Público (1) (2) (DM) / The Cooper company (FVC) / Correio da Manhã (IC) / Vip e Correio da Manhã (KM) / DelasTrendalert e Global Hollywood Show (LS) /  Fama spot (SS)